Lula cobra agilidade na liberação de recursos para o Rio Grande do Sul

Em terceira visita ao Rio Grande do Sul desde o início das enchentes que devastaram o estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (15), que os governos precisam trabalhar com agilidade para dar respostas à população.

Por Arlei Silveira (mtb 0020630) em 15/05/2024 às 20:56:07
Foto: Valor Econômico - Globo

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Em terceira visita ao Rio Grande do Sul desde o in√≠cio das enchentes que devastaram o estado, o presidente Luiz In√°cio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (15), que os governos precisam trabalhar com agilidade para dar respostas à população. Lula participou de uma solenidade em São Leopoldo do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, para anunciar novas medidas de socorro à população, incluindo o pagamento de um benef√≠cio de R$ 5,1 mil para as fam√≠lias afetadas pelas inundações, além de um programa de reconstrução de moradias populares.

"Um apelo aos companheiros prefeitos, pelo amor de Deus, a agilidade de voc√™s, de apresentar as propostas e projetos, é que vai mostrar, pra gente, se a Caixa Econômica est√° morosa ou não, se tem burocracia ou não", disse Lula.

"Se for a burocracia, nós temos que desmontar essa burocracia. Não é poss√≠vel. Muitas vezes, o tempo de pensar de um cidadão que est√° com a responsabilidade de liberar um recurso, porque ele é um funcion√°rio estatut√°rio, não é o mesmo tempo do cara que est√° precisando do dinheiro", acrescentou o presidente. Lula observou que, desde as enchentes que assolaram o Vale do Taquari, no ano passado, a reconstrução das casas não tinha começado.

A população ga√ļcha vive a maior cat√°strofe clim√°tica de sua história, desde o dia 29 de abril, com chuvas e enchentes que resultaram na morte de 149 pessoas e deixaram mais de 800 mil fora de suas casas.

Lula ainda alertou que, se a resposta do poder p√ļblico não for r√°pida, as instituições perdem credibilidade e abrem caminho para desestabilização pol√≠tica.

"As coisas t√™m que funcionar, porque senão a gente perde credibilidade, as pessoas passam a desacreditar nas instituições, na democracia, nos governantes. E o que vai acontecer? Uma anarquia, ninguém acredita em ninguém, cada um faz o que bem entende até que o mundo se mate", reforçou.

Durante a visita, Lula visitou um abrigo em São Leopoldo e conversou com fam√≠lias que tiverem que deixar suas casas.

União institucional

A viagem de Lula ao Rio Grande do Sul contou com presença de diversas autoridades, incluindo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Lu√≠s Roberto Barroso, que elogiou o esforço de unidade envolvendo os governos estadual e federal.

"Eu não sou da pol√≠tica, sou do direito, mas é muito importante ressaltar nesse momento a presença do presidente da Rep√ļblica e do governador do estado. Acho que isso representa uma elevação de patamar civilizatório, que é a não politização de uma crise humanit√°ria", afirmou o magistrado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que acompanhariam a comitiva, acabaram ficando em Bras√≠lia para encaminhar o dia de votações no Legislativo. Ambos estiveram com Lula na visita anterior ao estado, h√° 10 dias.

"Nós estamos aqui para mostrar que não haver√° diferenças pol√≠ticas, não poder√° haver diferença ideológica para superar o momento de união que deve ser atender as pessoas que mais precisam, as pessoas que precisam de casa, de abrigo, de atenção, vamos estar junto delas", enfatizou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em seu discurso.

Leite ainda lembrou que todos os governadores de todos os estados enviaram equipamentos e equipes de resgate e destacou o fato de milhares de pessoas terem sido salvas, apesar das 149 mortes registradas até agora.

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