Rio Grande do Sul confirma 25 mortes por leptospirose

Mais de dois meses após as primeiras enchentes registradas no Rio Grande do Sul, o estado já contabiliza 546 casos confirmados de leptospirose e 25 mortes provocadas pela doença.

Por Regional 24 Horas em 11/07/2024 às 14:23:23
Foto: Jornal da Cidade - Governador Valadares

Foto: Jornal da Cidade - Governador Valadares

Mais de dois meses após as primeiras enchentes registradas no Rio Grande do Sul, o estado j√° contabiliza 546 casos confirmados de leptospirose e 25 mortes provocadas pela doença.

Dados da Secretaria de Sa√ļde mostram que, ao todo, 6.520 casos foram notificados, sendo que 3.811 permanecem em investigação. H√° ainda seis mortes notificadas que seguem sendo investigadas.

Os óbitos foram notificados nos seguintes munic√≠pios ga√ļchos: Teutônia (1); São Jerônimo (1); Esteio (1); Estrela (1); Capela de Santana (1); Rio Grande (1); Pelotas (1); Venâncio Aires (1); Tr√™s Coroas (1); Travesseiro (1); Sapucaia do Sul (1); Igrejinha (1); Gua√≠ba (1); Encantado (1); Charqueadas (1); Cachoeirinha (1); Alecrim (1); Canoas (2); Viamão (2); São Leopoldo (2); Alvorada (2); Novo Hamburgo (2); e Porto Alegre (4).

Entenda

A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda e transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados, que pode estar presente na √°gua ou lama de locais com enchente.

O cont√°gio pode ocorrer a partir do contato da pele com √°gua contaminada, além de mucosas. Os sintomas surgem normalmente de cinco a 14 dias após a contaminação, podendo chegar a 30 dias.

Considerando o atual cen√°rio de chuvas e cheias em v√°rias regiões do estado, casos suspeitos oriundos de √°reas de alagamento e com sintomas compat√≠veis com a doença devem iniciar tratamento medicamentoso imediato, por meio do uso de antibióticos. Quando poss√≠vel, deve ser coletada amostra a partir do sétimo dia do in√≠cio dos sintomas para envio ao Laboratório Central do estado.

Para casos leves, a orientação é que o atendimento seja ambulatorial. Em casos graves, a hospitalização deve ser imediata, visando evitar complicações e diminuir a letalidade. A automedicação não é indicada.

Ao suspeitar da doença, a recomendação é procurar um serviço de sa√ļde e relatar o contato com exposição de risco. O uso do antibiótico, conforme orientação médica, costuma ter maior efic√°cia na primeira semana do in√≠cio dos sintomas.

Limpeza

Em locais invadidos por √°gua de chuva, a recomendação da Secretaria de Sa√ļde é fazer a desinfecção do ambiente com √°gua sanit√°ria (hipoclorito de sódio a 2,5%), na proporção de um copo de √°gua sanit√°ria para um balde de 20 litros de √°gua. Outras medidas de prevenção são: manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, manter a cozinha limpa sem restos de alimentos e retirar as sobras de alimentos ou ração de animais domésticos antes do anoitecer.

Além disso, manter o terreno limpo e evitar entulhos e ac√ļmulo de objetos nos quintais são medidas que ajudam a evitar a presença de roedores. A luz solar também ajuda a matar a bactéria.

Vigilância

Desde o in√≠cio das enchentes no Rio Grande do Sul, o Centro Estadual de Vigilância em Sa√ļde monitora doenças e agravos relacionados a esse tipo de calamidade. Até o √ļltimo dia 3, além dos casos de leptospirose, foram notificadas 10 v√≠timas de tétano acidental, sendo quatro confirmadas; 25 casos de hepatite A, dos quais um foi confirmado; 3.866 casos em que foi preciso administrar atendimento antirr√°bico; e 959 acidentes com animais peçonhentos.

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